terça-feira, 7 de outubro de 2014

Meu privilégio, solidão.

Corre! Há um atalho.
Teu corpo se despede.  
As tuas mãos trêmulas agarram o ar como se tentassem segurar alguma esperança. 
Em vão. 
Venta forte e tudo desaba num ímpeto. Um grito silencioso, abafado pelo medo, aperta o meu peito.
Foge! Teus pés deixam marcas que ninguém seguirá.
Estás sozinho, sozinho como nunca esteve - agora e para sempre.
A solidão é um privilégio, abraça-a.
Esquece-te e deixa-me ir.
Despedidas só machucam quando nos resta algo para lembrar.




Fotos por David Ceccon.

Guardo-te dentro, aqui. 

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