quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Da última tempestade.

Da janela do meu quarto
 o céu ensaiando uma tempestade.
Dentro do peito
 igual inquietude.
Do outro lado do portal
 a casa abandonada
Pavorosa. Estremeci.

 folhagens das árvores cobriam de sombras do final do dia
 paredes descascadas que outrora foram amarelas
 janela de madeira escancarada deixava a luz fraca escapar
 algo alí dentro estava vivo.

As certezas giravam em torno das minhas mãos.
Bambolê.
Algumas estraçalhavam-se quando caíam ao chão.

As cortinas dançavam na janela.
Ballet.
Incessante dança.

O vento era forte.
Borboletas.
A vida fez-se curta como o dia.

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