segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pássaro Urutau.

Na ponta do tronco um urutau aguardava o anoitecer. Tinha olhos amarelos atentos ao silêncio e um canto noturno triste e longo. Ao amanhecer, o urutau permaneceu imóvel, camuflando-se.
Ao meio dia, atingiram-lhe a vida. Fora um tiro. Os moradores do vilarejo, receosos do canto agoureiro, decidiram agir, pois temiam que acontecimentos catastróficos acometessem a ordem social, familiar e política do lugar.

Sossego, mãe-da-lua, morreu pela ordem.



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