terça-feira, 18 de junho de 2013

O desertor.


Todas as partes de um que eu carregava em minhas mãos trêmulas e frias caíram ao chão: estatelaram-se como pequenas e frágeis contas de vidro.
Era o fim e eu sabia.
Eu sofria enquanto os cacos refletiam a luzes acessas dos postes de uma rua deserta e úmida.
Eu era um desertor.
Meu futuro era  incerto;
meu passado era imundo;
meu presente era insuportável.
Nada se não o sono me distrairia.
Então fui dormir.
Mas antes, pedi uma estória.




2 comentários:

Arnaldo Leles disse...

Sinto firmeza em sua literatura Savaris, continue assim!

Abraço!

Paulo Renato Scheunemann disse...

É sempre bom ouvir uma estória antes de dormir... =) Eu mesmo pedia sempre, torturava os outros por estórias, mesmo q repetidas. Depois que não me contavam mais, aprendi a ler e fazer minhas próprias estórias , durmo mais do que deveria. rs

Bom dia!