sábado, 6 de abril de 2013

guarda-se ossos.



Um barulho bêbado no meio da madrugada rasgando meu sono pesado, coberto por mantos de cansaço, desesperança e medo.
Não consigo acordar mas posso sentir. Eu posso sentir cada vez mais perto: a respiração acelerada que não é minha. Algo se aproxima.
Eu posso sentir o ar quente quebrando a gélida atmosfera da noite:
indo e vindo
indo e vindo
e vindo
e indo.
O passos entre o frio e a escuridão, entre a minha respiração e meu choro, entre meu coração palpitante - fim.




 Cemitério da Recoleta - Buenos Aires. Verão, 2012

2 comentários:

Veronica disse...

Que maravillosas fotografias!!
Besos!!
Veronica

Fábio Murilo disse...

(...)

Há um bichano, cochilando embaixo do sofá.
Esperando o momento de atacar a presa:
Um tombo, um descuido, uma fraqueza...
Pular no lombo, na jugular.

Morrer é profundamente trágico.
Deveríamos como as lâmpadas apagar.

http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/