segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

dos retornos e das partidas.


Ontem cruzei com o desconhecido.
Ainda não sei das suas singularidades.
E menos ainda sei dizer em quantos níveis de mim penetrou ou quantas camadas perfurou.
Tristemente se ocupou do meu penar. E do meu pensar.
E pensar que ontem mesmo, o desconhecido era só eu.
Era eu tentando não ser.
Era eu tentando conhecer.
Era eu.
 
A tênue linha que antes nos separava, era agora uma grossa faixa de água suja de más lembranças.
Era triste pensar que as boas lembranças se enterravam embaixo da cama, ao mesmo passo que alguma coisa se movia logo cima dela.
Haviam boas lembranças. Haviam ainda partes vivas, limpas e puras na superfície e entre o cheiro forte de putrefação.
Logo elas iriam dissolver-se e acabar-se, junto com todo o resto que se ia.

Roer as unhas não mais surtia efeito contra a ansiedade.
Remoer o passado não mais era.


"Te answer is blowing in the wind"



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